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O Menino das Opiniões

Opino sobre tudo o que vejo.

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Megahits e o futuro da rádio

   Se me perguntassem há três anos qual era a minha rádio preferida, eu responderia RFM ou Comercial, sem nenhuma razão concreta. Passar música atual seria um argumento esfarrapado. Isto foi a minha resposta durante algum tempo, até que descobri a irmã mais nova do grupo Renascença Multimédia, a Megahits. 

 

   Esta descoberta foi muito peculiar. Se não me falha a memória, foi no verão. Estava a fazer scroll no Facebook e vi uma fotografia no interior de um carro do ecrã que indica a temperatura. A descrição, tal como a foto, era a básica: "Que tosta" , "Que bafo" ou algo semelhante. O que estava nesse ecrã também era a rádio que estava a ser ouvida. Como não conhecia. decidi ouvir e rendi-me.

 

   A resposta mudou e a Megahits passou a ser a eleita. Rádio com 45 minutos de música consecutivos, pouca publicidade, espírito jovem e música muuuuuito fixe. Quando ando de carro, o rádio está sempre sintonizado no 90.6 (Frequência no Porto).

 

   Recentemente, a Megahits lançou uma aplicação para iOS e Android, e eu fã que sou, instalei logo. Na aplicação é possível ouvir a emissão em direto (algo que uso e abuso), descobrir o nome das músicas que passam na rádio, saber os programas que são feitos e ouvir podcasts. Este último ponto é a minha nova paixão. Devia ter descoberto mais cedo. O único que estou a ouvir na app neste momento é o "Tudo Resto" da Filipa Galrão, mas existem mais cinco disponíveis. 

 

   A Megahits não foi a primeira rádio em Portugal a ter uma aplicação móvel e, certamente, não será a última. Os media estão a sofrer a maior mudança dos últimos anos. Aquilo que só se ouvia se ligássemos um rádio, agora é possível se acedermos ao site ou à app da rádio. O que não era possível de ver, como por exemplo, um estúdio radiofónico, basta aceder à conta de Instagram. Os meios tradicionais de comunicação, incluindo a rádio, já passaram a produzir conteúdo apenas online, como os podcasts, que referi anteriormente ou a partilha das brincadeiras dos locutores quando as músicas estão a tocar através de "histórias".

 

   O que é tradicional está a mudar. A rádio não está a morrer, está a reinventar-se. O futuro da rádio é digital.