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O Menino das Opiniões

Opino sobre tudo o que vejo.

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Eurovisão

   Neste post referi que ia a Lisboa, mas não disse o motivo. Fui assistir à final da Eurovisão. Na final em Kiev, quando assistíamos na televisão, disse logo à minha mãe: "Se o Salvador Sobral vamos à final em Portugal". E foi isso que aconteceu, fomos.

 

Compra dos bilhetes

   Eram 9:00 de 21 de dezembro quando estava à porta da FNAC de Santa Catarina. Era o quinto da fila à espera que as portas abrissem às 10h. O relógio marcava as 10h e as portas mantinham-se encerradas. Dez minutos depois abriram-se. A fila já tinha mais de 20 pessoas. O caos começou. O sistema de venda parou. Ninguém, mundialmente, conseguia comprar bilhetes. O desespero era cada vez maior e uma multidão de pessoas dirigiu-se para a Worten do Via Catarina, eu inclusive.

 

   Quando cheguei à Worten tinha uma pessoa antes de mim. Fui atendido e disse: "Bom dia, quero três bilhetes para a final" e a menina respondeu-me "Já não há". Houve uma ligeira tristeza dentro de mim. A única solução para assistir à "final" foi comprar bilhetes para o Family Show, o espetáculo realizado de tarde que antecede a Grande Final.

 

   Não era o meu objetivo, mas pelo menos consegui ver um espetáculo da Eurovisão. E sempre ouvi dizer "Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar".

 

Dia do Espetáculo

   Levantei-me com as "galinhas" (as verdadeiras, não a Israelita)*, e por volta das 6h saí de casa rumo à estação de Campanhã. Entrei no Intercidades às 6:30 e saí no Oriente às 10h. A viagem foi uma grande seca, só queria chegar a Lisboa. 

 

  Já em Lisboa, fiquei no Vasco da Gama até à hora do espetáculo. Almocei na Pizza Hut de lá.

 

   O espetáculo começou às 12h. Assim que entrei, fiquei espantado com a grandiosidade do palco. Pareceu-me familiar, senti que já estive lá antes. Estava cheio, mas ainda havia lugares vagos. Demorou pouco para começar. E começou em grande "Let the Eurovision Song Contest begin!". Gostei dos vestidos das apresentadoras e da forma descontraída como estavam a apresentar, foi muito natural. Fiquei no balcão 1, mesmo atrás da Green Room (tinha lugar privilegiado para a Filomena Cautela ). O meu lugar não era dos melhores, mas não fiquei mal posicionado. O que eu mais gostei foi o intervalo entre as canções. Vi a mudança de cenário, algo que não se vê em televisão e que acontece de uma forma muito rápida. Pelo que pude ver, estava tudo muito bem organizado desde as luzes, som, segurança ...

 

   Saí do Altice Arena quatro horas depois e, ainda, num de espírito eurovisivo fui passar o resto da tarde ao Terreiro do Paço, onde estava o mítico Eurovision Village. Numa viagem de metro de meia hora entre o Oriente e Terreiro do Paço com transbordo em S.Sebastião e vinte minutos depois de estar numa fila, entrei na área. Havia música, exposições, comida e uma loja oficial da Eurovisão. O que não pude deixar de observar foi a quantidade de pessoas da comunidade LGBT lá existente com as bandeiras arco-íris, são mesmo muitas! O ambiente vivido na Village foi fantástico, lá as pessoas não respiravam oxigénio, mas "Eurovigénio". Por volta das oito, voltei ao Vasco da Gama para jantar e apanhar o comboio para a terrível viagem de 3h entre Oriente-Campanhã. No meio disto tudo, acabei por comprar o chapéu bordô na loja do Altice Arena.

 

   Uma semana depois e cheguei à conclusão que estou com "Depressão Pós-Eurovisiva". Foi das melhores experiências da minha vida, voltava àquele dia sem pensar duas vezes.

 

   As canções que eu mais gostei foram as de: Israel, Portugal, Austrália e República Checa. E vocês, quais foram as vossas preferidas ?