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O Menino das Opiniões

Opino sobre tudo o que vejo.

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A televisão é para velhos

   Quantos de nós prefere ouvir música no Spotify ou no Apple Music em vez de ligar a rádio? Quantos de nós vê séries na Netflix e vídeos no Youtube em vez de ver novelas na televisão? Eu não sei a resposta, mas suponho que sejam muitos. 

 

   Alguns meios de entretenimento e informação estão em fase de crescimento e outros em fase de revolução. Os meios de comunicação são diferentes nas três gerações que tenho na minha família: o meu avô compra o Jornal de Notícias e ouve rádio para se informar, a minha mãe liga o Telejornal e vê algumas notícias no Facebook e eu informo-me através de sites de informação como o Público Online, o Observador, a NiT e a Magg.

 

   Eu, adolescente que sou, sei da realidade que se passa ao nível de consumo de media na minha faixa etária. Muitos dos meus colegas tem contas de Netflix onde vêm uma série por noite e subscrevem canais de variados temas e de vários países no Youtube. Sei que alguns ainda vêm os "Morangos com Açúcar" e o "Inspetor Max", de temporadas muito antigas, no Panda Biggs, ou novelas em canais generalistas, mas esses contam-se pelos dedos.

Neste verão, entre conversas com o meu grupo de amigos, descobri que tenho uma amiga anti-televisão. Com isto, não digo que a minha amiga é contra a televisão, apenas que não vê NENHUM programa, quer seja de um canal português ou estrangeiro. Fiquei surpreso. Perguntei-lhe se sabia o que era o "5 para a meia-noite" (o meu programa preferido) e ela respondeu-me um não com um tom de pouco interesse.

 

   Com uma pequena relexão sobre o tipo de conteúdo da televisão portuguesa, esta resposta não é muito estranha. Onde é que é possível ver programas para os mais jovens? O mais perto que eu encontro de momento é o "Zig Zag" da RTP2 e este sim, é para pessoas muito jovens. 

 

   Liga-se a televisão de manhã, por volta das 7h, e vê-se o Jornal da Manhã. Às 10 começa um programa de entretenimento com passatempos, histórias emotivas, promoção de marcas, receitas e desafios. Três horas depois começa o Jornal da Tarde com mais notícias e depois dá novelas que já passaram à noite e brasileiras até ao próximo programa de daytime. O programa da tarde é do mesmo tipo do da manhã. O relógio marca as 19h e aí começam os programas que servem como ponte para o Jornal das 8, o mais importante. Os programas que passam aqui são, neste momento, concursos, mas já foram noutros tempos séries juvenis (Morangos com Açúcar, Massa Fresca e I Love It). A seguir ao jornal, já por volta das 21h, começam as novelas. São duas seguidas intervaladas por publicidade até às 00h. A partir daí, o público que vê televisão já é escasso e é nesse momento que começam os programas exclusivamente com passatempos e as televendas. 

 

   Interpretando o parágrafo acima, conclui-se que não há espaço para programas cujo público-alvo são os adolescentes. É certo que podem ver as novelas e os concursos (que são os programas que ainda são vistos por eles), mas não foi produzido a pensar neles. Muitos não gostam do drama das novelas e preferem assistir séries no computador (Vantagem do online: escolher o conteúdo que queremos assistir). 

 

   Felizmente, e para contrariar a passagem do público mais jovem da TV para o digital, as cadeias de televisão já estão a apostar em programas exclusivamente online (a RTP já faz isso há algum tempo e as privadas vão começar em breve) e a TVI prometeu voltar com os Morangos com Açúcar. Toda a gente em Portugal sabe o que são os MCA, teve várias temporadas, foram lançados CD´s, teve um filme no cinema e houve concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto. Com esta reintrodução é capaz que os jovens voltem à televisão, mas para isso não é preciso inventar muito: a série "I Love It", foi o primeiro substituto dos Morangos e lembro-me que foi um fracasso. Ou a nova temporada do Inspetor Max, fizeram tanta publicidade para anunciar o regresso e quando deu o primeiro episódio muita gente não gostou das mudanças (É para isto que o Twitter serve, o Inspetor Max teve tanta polémica que foi um dos assuntos mais comentados em Portugal).

 

   Apesar destas modernices e tentativas de manter os jovens a assistir televisão, ainda há muito por fazer. É necessário fazer estudos de mercado para perceber o que os jovens querem e não enfiar um carapau às 19 para a malta ver. Com tanta oferta nesta área, qualquer coisa já não serve. 

  

   

 

   

 

   

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